terça-feira, 2 de novembro de 2010

Decepções antecipadas

É óbvio que nada bom poderia resultar disso


Sempre assim. Terminamos de ler um livro, fechamos um jogo de videogame, lembramos daquela revista em quadrinhos obscura que liamos na infância ou daquele desenho animado que passava no sábado de manhã e, em algum momento, inevitavelmente, passará pela nossa cabeça: Ei! E se fizessem um filme?

Muitas tentativas já foram feitas. E em pelo menos 90% das vezes, fracassaram colossalmente. A história é totalmente esquartejada para caber em duas horas e meia, os personagens são mal-caracterizados (e às vezes interpretados por atores duvidosos) e quando termina, você provavelmente está com uma dessas idéias na cabeça: "O livro é bem melhor", "Abusaram dos efeitos visuais/3D", "Arruinaram a minha infância" ou "Não tem a mesma atmosfera do jogo/livro/desenho/etc". Então porque insistimos em imaginar versões cinematográficas de todo e qualquer produto de ficção que vem parar nas nossas mãos?